Parabéns, ADJ! Time da “Cidade Sol” completa 48 anos

Chegou a hora de dizer: parabéns, ADJ! Nesta segunda-feira, 20 de novembro de 2017, um dos clubes mais populares da Bahia completa 48 anos. Ao lado da sua torcida, a Associação Desportiva Jequié (ADJ) conquistou muitas glórias e deu a cidade e ao Estado histórias lindas de paixão e amor à camisa tricolor. Até porque, no time dos apaixonados, o lema é nunca abandonar. E esse bando de apaixonados jamais fez isso.

Uma história de resistência e glórias…

Tudo começou em 1969, onde a seleção municipal de Jequié foi campeã do Campeonato Intermunicipal e foi convidada pela Liga Bahiana de Desportos Terrestres (LBDT) a disputar o Campeonato Baiano de Futebol, para isso deveria filiar um clube para entrar no estadual do ano seguinte. Assim em 20 de novembro de 1969 foi fundada a Associação Desportiva Jequié (ADJ).

A ADJ profissionalizou vários atletas da seleção campeã e obteve um ótimo quinto lugar em seu ano de estreia entre 16 participantes. No ano seguinte um resultado ainda melhor, o quarto lugar. A partir de 1972 começou a realizar campanhas apenas medianas: nono lugar naquele ano, décimo em 1972, oitavo em 1973, sétimo em 1974 e o décimo e último lugar em 1975, porém naquele ano não existiu rebaixamento e a ADJ manteve-se na elite. Em 1976 recuperou-se e foi quarto colocado, nos anos seguinte novamente resultados ruins: nono lugar em 1977, sétimo lugar em 1978, 11.º e último lugar em 1979 até culminar com seu rebaixamento com a 12.ª e última colocação em 1980, quando voltou a ser disputada a Segunda Divisão do Campeonato Baiano.

O clube passou por um longo período de inatividade, também justificada com a concorrência de outro clube na cidade, a Associação Desportiva Atlanta que conseguiu chegar a elite em 1988 quando disputou pela única vez o Campeonato Baiano de Futebol. O ano de 1990 marcou o retorno da ADJ, o clube participou da Segunda Divisão sem muito sucesso assim como em 1991, porém em 1992 o clube conquistou o título da competição ao vencer na última rodada do Quadrangular Final o time do Clube Atlético Real Serrinhense por 2 a 1, gols marcados por Mococa e Nengo.

De volta a elite, em 1993 fez uma campanha ruim terminando em oitavo lugar entre dez clubes escapando por pouco do rebaixamento. O ano de 1994 foi o grande ano da ADJ, o time foi terceiro colocado no estadual atrás apenas da dupla Bahia e Vitória. Em 1995 conquistou a sexta colocação, lugar que repetiu em 1996. O ano de 1997 marcou a última aparição do clube na Primeira Divisão, o clube foi rebaixado em último lugar com apenas uma vitória em 14 jogos.

Em 1998 a ADJ decidiu paralisar suas atividades retornando apenas em 1999 com a penúltima colocação na Segunda Divisão. Em 2000 foi apenas o oitavo colocado escapando do rebaixamento por um ponto. Em 2001 outra campanha fraca até a paralisação de suas atividades que teve fim em 2003 quando foi lanterna da competição. Afundada em dívidas e com o retorno da Associação Desportiva Atlanta que disputou a Segunda Divisão em 2008 e em 2010 a ADJ paralisou suas atividades novamente conseguindo retornar apenas em 2011. As dívidas foram tantas que um novo clube com as mesmas cores, mascote e sigla foi criado para ser o substituto da ADJ, era a Associação Desportiva Jequieense que chegou a disputar, sem sucesso, a Copa da Bahia em 2008 obtendo a terceira posição no campeonato. Mais tarde foi tentada uma fusão entre o clube recém-criado e outro clube que tentava ser o substituto da ADJ, o Jequié Sport Clube, para a criação da Associação Cultural e Esportiva Jequieense, fato que não foi concretizado. Por fim uma nova direção conseguiu resgatar as dívidas do clube e inscreveu o clube na Segunda Divisão de 2011 quando foi semifinalista, perdendo o acesso para a Juazeirense. Em 2012 novo insucesso, desta vez nem conseguiu passar de fase.

“A ADJ voltou…”

A ADJ iniciou o Campeonato Baiano da Segunda Divisão de 2017 sob grande expectativa. Com um planejamento liderado pelo presidente Juarez Sampaio “Bolinha” e Gestor Márcio Cerqueira, a ADJ teve apoio de muitos empresários e administradores, como o prefeito da cidade, Sérgio da Gameleira e o Deputado Estadual Leur Lomanto Jr. [sendo eleito sucessor de “Bolinha], investiram no clube, tornando-o uma potência regional. Com o imenso apoio de sua apaixonada torcida, a ADJ não deu sopa ao azar e fez um campeonato excelente. Se classificou para a final com antecedência, após boa campanha fase de grupos. Depois de dois jogos contra o PFC Cajazeiras, time da capital, a ADJ pôde, enfim, comemorar o título. Destaque para o treinador Paulo Salles, campeão Brasileiro com o Bahia em 1988, intitulado “rei dos acessos”.

O título da ADJ continua sendo um dos assuntos mais comentados em Jequié e no Estado. Além das boas lembranças dos lances de cada partida, da festa da torcida na arquibancada, o comprometimento com a camisa do time de seus dirigentes, atletas e comissão técnica, também ficam na memória do jequieense a maneira com todos os jogadores se comportaram fora de campo. Por essas e outras, os nomes deles ficam para sempre, marcados na história do futebol profissional de Jequié.

Para a disputa do Campeonato Baiano 2018, o presidente Leur Lomanto Júnior e diretoria, em parceria com o Gestor Márcio Cerqueira, estão fazendo um trabalho pés no chão, de acordo com a realidade. Têm como meta montar um time forte e competitivo que possa participar de competições regionais e nacionais; revelando craques, dando oportunidade para nossos jovens, transformando todo esse trabalho num grande projeto social, com excelentes resultados para Jequié.

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